domingo, 14 de agosto de 2011

Greve dos Professores: uma luta para além das montanhas de Minas.


Esta sendo veiculado nas mídias on line a declaração de guerra que o Sr. Governador de MG, Anastasia está fazendo à presidenta Dilma. Desde a ausência proposital à posse da Presidenta. Diz a mídia que o Sr Anastasia está organizando nos bastidores, apoio à instalação de uma CPI contra o governo Dilma. Ainda que justificável, sabemos que o motivo desta CPI defendida pelo Sr Governador,  está longe de ser por  um súbito sentimento de justiça e apuração de irregularidades. Sabemos que o motivo do Sr. governador é político , no sentido ideológico e, com claras intenções de desestabilizar o governo Dilma já que este se orienta para as classes menos favorecidas. Ao contrário da política do Sr. Governador.

Mas o que  a greve dos professores de Minas tem a ver com isso? Tudo! Devemos lembrar que a presidenta em sua campanha teve substancial apoio declarado dos professores de Minas. E isso não agradou o Sr Anastasia. Devemos lembrar que a presidenta se comprometeu e está atuando na melhoria da Educação e dos salários dos professores, e isso não agrada o Sr Anastasia. Devemos lembrar que o STF deu ganho de causa aos professores em relação ao piso salarial, contra o que queria o Sr governador e isso não o agradou, tanto que estamos em greve para fazer valer a determinação do STF, determinação esta que o Sr governador está descumprindo descaradamente, numa clara demonstração de desobediência constitucional, jurídica e federativa.


Bem! Contudo não seria demais avaliar que o descumprimento do piso salarial, direito irrevogável dos professores, seja uma forma do Sr. Anastasia punir os professores, pelo apoio à presidenta e declarar guerra à Presidenta Dilma e até ao STF. Sendo esta avaliação plausível, cabe a nós via Sind-UTE, levar o caso para o Ministério Público Federal, a quem cabe  matéria de "descumprimento injustificado à ordem judicial", conduta que reside em descumprir, de forma acintosa e desamparada de quaisquer fundamentos, determinação judicial de natureza mandamental. Ao MEC, aos políticos que defendem a Educação, no Congresso  nacional e Assembléias e até a Presidenta Dilma. Pois, o caso não se restringe mais a luta d uma categoria, não se restringe mais as montanhas de Minas. Trata-se agora de uma questão nacional, uma  ação partidária ideológica, punitiva e autoritária de um governador que não quer cumprir uma lei federal na clara intenção de criar um fato político e jurídico contra a presidente e sua política de melhoramento da Educação, usando os professores como “bois de piranha”.

Sugiro ao Sind-UTE, listar e divulgar entre os professores, os emails oficiais dos Deputados e Senadores que defendem nossa luta e encaminharmos a eles emails esclarecendo e pedindo apoio à nossa luta!

Prof. Westerley


westerleyas@yahoo.com.br

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