ϕ WESTERLEY SANTOS - FILOSOFIA - PENSAMENTO CRÍTICO - EDUCAÇÃO - Este é um espaço para fins escolares, uma iniciativa de uso das TICs na educação, como apoio ao aluno,disponibilizando materiais de estudo e aberto à livre manifestação do pensamento Filosófico, com análises críticas e informações sobre diversos temas, com destaque para o tema da Educação e da Filosofia.ϕ
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
INFORME SOBRE RETORNO ÀS AULAS
CARO(A)S;
O
Governo de Minas determinou o retorno das aulas presenciais para esta terça feira 03/08/2021, facultativo
aos alunos/responsáveis dos 9º anos do Ensino Fundamental e, 3º anos do Ensino
Médio. Conforme critérios definidos pela Resolução 4506/21 – da SEE/MG (ver
links abaixo).
O
sindicato dos Professores do Estado de MG - Sindute, preocupado com
a contaminação da Convid-19 agravada pela nova variante (Delta), deliberou pela
GREVE SANITÁRIA, a partir de 02/08/2021, porém, continuando com as aulas remotas
aos alunos(a)s normalmente. (Ver vídeo e reportagem abaixo).
Diante
dos riscos ainda graves de contaminação pela Convid-19, da falta de vacinação
dos alunos e da 2ª dose para Professores e demais trabalhadores da Escola.
Comunico que estarei em GREVE SANITÁRIA, seguindo as orientações do
Sindicato, sem prejuízos de aulas/conteúdos aos alunos no SISTEMA REMOTO, conforme
realizado até aqui. Seguirei atendendo os aluno(a)s em sistema remoto conforme
orientações da Secretaria de Educação para as aulas neste modelo até o fim da
Greve.
Grato
Prof.
Westerley
video
SEE/MG - Resolução 4506/21 - Sobre Medidas para
Retorno as Aulas:
HELENO FLORINDO DA SILVA –
Doutor em Direitos e Garantias Fundamentais e professor da Faculdade Multivix
Cariacica
Qual
a razão de ter de ensinar filosofia a nossos adolescentes e jovens? Qual a
razão desses adolescentes e jovens terem de aprender filosofia?
Essas
são perguntas que rotineiramente permeiam os bancos das escolas (e, vez ou
outra, bancos mais “ilustres” como os do Congresso Nacional ou os do Ministério
da Educação), mas que precisam ser mais bem compreendidas e assimiladas, a
começar por sua própria racionalidade.
Se
repararem as palavras “ensinar” e “aprender” aparecem destacadas nas perguntas
acima, pois será mesmo que temos a capacidade de ensinar e de aprender
filosofia?
Sob
uma perspectiva etimológica, a palavra filosofia vem do grego philos ou philia
– que quer dizer amor/amizade – e sophia – que significa sabedoria – ou seja,
literalmente, filosofia pode ser vista como o amor/amizade pela sabedoria,
sendo filósofo todo aquele que exercita esse amor/amizade.
Sabendo
disso e voltando às indagações acima: será mesmo necessário ensinar nossos
adolescentes e jovens tal filosofia? Sua aprendizagem se faz necessária?
A
resposta para todas essas indagações é um rotundo “sim”.
Estruturar
uma disciplina de filosofia por meio de uma matriz curricular e de métodos
próprios não é algo identificado por todos os teóricos como correto, pois, para
alguns filósofos, a filosofia é entendida como o estudo, a busca pela
compreensão e análise das mais variadas inquietudes, anseios, medos e problemas
existenciais da humanidade, seja individual e coletivamente.
No
entanto, ao realizarmos essa estruturação, não necessariamente devemos obedecer
aos ritos, métodos, técnicas ou padrões do modelo de ensino formal, pois
qualquer pessoa pode ser um filósofo.
“Não
são as respostas que movem o pensamento filosófico, mas, ao contrário, são as
perguntas, as dúvidas” Desse modo, ao se debruçar sobre os valores morais,políticos, sociais e, por que não, éticos, do conhecimento em suas mais
variadas formas de manifestações e conceitos, com objetivo de alcançar a
construção de uma verdade (sempre, paradigmaticamente, provisória) acerca de
algo inerente à vida humana, esse indivíduo terá a liberdade necessária para se
desenvolver pelos meandros do pensamento filosófico.
De
modo que, ao reduzirmos a compreensão e o estudo da filosofia aos minutos de
uma aula, uma vez por semana, estaríamos encapsulando o que deveria ser livre,
ou seja, o amor pela sabedoria não pode ser reduzido aos minutos semanais do
formalismo do ensino escolar.
Contudo,
mesmo tendendo a concordar com tais autores, que não aceitam o encapsulamento
da filosofia nas formalidades metodológicas do ensino escolar, não posso deixar
de destacar que é nas aulas de filosofia, mesmo aquelas formalizadas no intuito
de ensinar filosofia, que o senso crítico – que me permite concordar ou não com
uma premissa racional qualquer – passa a ser mais facilmente formado.
Enquanto
o ensino das ciências duras (por exemplo, matemática, física, química)
restringe o desenvolvimento da criticidade no sujeito pensante, as ciências
humanas, sobretudo a filosofia, ao contrário, o capacitará – por meio dos
debates e autores estudados – desenvolver sua capacidade de questionamento.
Não
são as respostas, portanto, que movem o pensamento filosófico, mas, ao
contrário, são as perguntas, as dúvidas, o não saber, aquilo que nos serve de
ponto de interrogação.
Sem
as aulas de filosofia, por exemplo, muito provavelmente o senso crítico por
trás desse texto, não teria se construído com a capacidade de, por um lado,
concordar com a crítica destacada acima, acerca do ensino formal e
metodologicamente arbitrário da filosofia, que mitiga seu espírito emancipador,
e de outro, entender que mesmo assim, o ensino da filosofia é indispensável
para a construção de um espírito humano altivo, empático e, sobretudo, livre.
“Na
tradição grega, o termo narcisismo designa o amor de um individuo por si mesmo.
Este Mito surgido da superstição grega segundo a qual contemplar a própria
imagem renunciava má sorte, e esta personagem foram tornadas celebres por Ovídeo, na terceira parte das Metamorfoses.
Transmitiu-se à cultura ocidental por intermédio dos autores renascentistas.
Filho do Deus Céfiso,protetor do rio do mesmo nome, e da
ninfaLiríope, Narciso era um jovem dotado de uma beleza singular. No dia
de seu nascimento, o adivinho Tirésias
vaticinou que Narciso teria vida
longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Com a sua beleza atraia o
desejo de muitas ninfas, entre elas Eco,
a qual foi repelida. Desesperada, esta
ficou doente e pediu a Deusa Nêmesesque a vingasse.
Narciso, durante uma caçada,
fez uma pausa junto a uma fonte de águas claras. Olhando-as, viu-se refletido
nas águas e supôs estar a ver outro ser. Paralisado, nunca mais conseguiu
desviar os olhos daquele rosto que era o seu. Apaixonado por si próprio,
Narciso mergulhou os braços na água para abraçar aquela imagem que não parava
de se esquivar. Torturado por esse desejo impossível chorou e acabou por
entender que era ele mesmo o objeto do seu amor. Ficou a contemplar a sua
imagem até definhar-se e morrer. “A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu,
então, no lugar onde morrera”.
FREUD E O NARCISISMO. Narcisismo é o amor de um indivíduo por si próprio ou
por sua própria imagem, uma referência ao mito de Narciso. O
termo "narcisismo" foi introduzido na psiquiatria no
final do século XIX — e viria a ser adotado no campo da psicanálise —
por Havelock Ellis (1898), para descrever uma
forma de sexualidade baseada no próprio corpo do indivíduo.[1]
Sérgio Moro foi um “juiz” parcial que condena primeiro e julga depois.
Sua sanha persecutória ao Presidente LULA pode ser entendida a partir de sua
personalidade, autoimagem narcísica, valores e visão de mundo. Uma breve
avaliação do perfil psicológico desde Sr. nos apresenta alguns traços de sua
personalidade bem próximos da tese de Freud sobre a “Personalidade Narcisista”.
Vejamos:
São traços da personalidade do Sr.
Sérgio Moro perfeitamente constatados em breves observações psicológicas
considerando seu histórico como juiz, as lógicas, semiótica, sofismas de suas
argumentações, faladas e escritas, artigos, aparições na mídia, postura corporal, comportamento
social e político, relatos de seus atos
como juiz desde Maringá/PR quando ainda não
era conhecido nacionalmente.( ver vídeo)
Psicologicamente
são traços da personalidade do Sr. Sérgio Moro: persistente, ambicioso e
vaidoso ao extremo. Percebe-se estas
características em várias falas em que o ex-Juiz, persiste em suas falsas
premissas e sofismas, como ideia fixa no erro sem o menor sintoma de revisão de
suas convicções, segue contra tudo e contra todos na persistência à sua
“verdades” no caso Lula. É o mesmo modos
operandipersistente desde o
caso Banestado até a Lava a Jato. (ver Livro as 10 falácias de Moro)
Sua ambição é constatada quando abandona uma carreira sólida e bem
remunerada na magistratura e aceita ser Ministro de um governo de extrema
direita envolvido com milicianos, isso, pela pretensão ambiciosa de obter um
cargo vitalício no STF ou algo maior, como foi confirmado pelo próprio
Presidente.
Sua vaidade extrema é facilmente percebida em sua própria imagem,
vestes, Selfs e tentativa de participar de hábitos sociais de classe média, de
preferência paulistana.
Adora controvérsias verbais (bate-boca), adepto a luxúria, adora riqueza
e ama dinheiro. Há indicação de ser
bastante ganancioso, avarento. Estas
características são facilmente percebidas no caso noticiado de que o ex-juiz
acumulava salários de atividade universitária com a de Magistrado. Também
recebia auxílio moradia e outros penduricalhos que foi defendido por ele em
público, mesmo sabendo que eram imorais. Quanto a ser adepto ao bate-boca, há
vários registros de suas provocações aos advogados do Presidente Lula.
Outras características observadas na
personalidade do Ex-Juiz, com base em estudos Psicológicos são: delicadeza e calma aparentes, (mais próximo da dissimulação), defensor fiel dos amigos ou de seu grupo, implacável com seus inimigos, adepto a
clubes e grupos de amigos, dado a conspirações,
gosta de grupos, não se inibe em usar quaisquer informações
confidenciais a seu favor, dado a bisbilhotarem e mexericos, inquisitivo, sempre prepara a saída de
cena de modo rápido, adora situação de crise, não confia em seus juízos.² ( ver
relatos da vaza jato e grampos no escritório de advogados, Hackers e presos)
Comparando estes aspectos da
personalidade do Ex.-juiz, com as características de um Narcisista (quadro ao
lado), não fica a menor dúvida de que todos os aspectos avaliados se encaixam
como luvas em uma personalidade altamente Narcisista. Ocorre que poucos autores
se atentam para um fator intrigante do mito de Narciso. Prestamos muita atenção
aos aspectos de sua personalidade, mas, pouco atentamos para como? Narciso morre. O fato mesmo de sua
morte é um aspecto pouco explorado.
A QUESTÃO É: QUAL É O FIM DE NARCISO?
“O narcisismo tem o seu nome derivado
de Narciso e ambos derivam da palavra grega "narke" que significa
"entorpecido" e de onde se origina a palavra "narcótico".
Estar narcísico não é apenas se
preocupar consigo mesmo sem olhar o outro e ignorar as diferenças, é também
estar com os sentidos entorpecidos e, por assim dizer, estar com a capacidade
afetiva entorpecida e ou narcotizada. O estado narcísico compreende o entorpecimento
da sensibilidade corporal: olfato, paladar, tato, audição e visão; de forma a
comprometer toda a percepção corporal, o que significa alheamento e tédio.
Consequentemente, o narcisismo é mantenedor das posturas e conceitos engessados
e cristalizados, bem como de realizações conformadas ao padrão mesmo que estas
sejam contra a sensibilidade dos envolvidos.
Com os sentidos narcotizados, o corpo
não se mantém sozinho nem na absorção e condução dos conhecimentos e nem na
dinâmica criativa das relações, necessitando tornar-se dependente dos sentidos
e da capacidade criadora de outra pessoa. A par dessa necessidade, ocorre a inveja e a menos- valia, o que por sisó,
gera atos inescrupulosos contra o objeto da inveja. (Lula)
Por outro lado, o narcísico encontra
maior facilidade em atender sua necessidade de dependência através de fórmulas
e regras já pré-estabelecidas, se
tornando assim, um exímio seguidor e impositor de cartilhas.
Temendo
mudanças e novas possibilidades, prefere manter-se longe de críticas, discussões e diferenças. A
mais das vezes, não ouve o outro, adivinha-lhe o pensamento e o sentimento, e
assume como verdade sem levar em conta o
que de fato o outro tem a dizer. (ver
depoimentos dos defensores, advogados e do próprio Lula no youtube).
O narcísico, assim como no mito, opta pelo suicídio, se afoga em suas
próprias idealizações e sistema. Torna-se apenas uma caricatura do corpo
criativo que deveras é, acaba por resumir sua existência a uma forma
vegetativa, feito a linda flor de Narciso.
O perigo que oferece o aprofundar-se
em demasia na linha narcísica de alma está não somente na autocontenção, no
solipcismo, no incesto intrapsíquico, mas também no suicídio. De modo explícito, ao recusar comer, Narciso se suicidou. Esse suicídio anoréxico foi motivado pela
desilusão: a imagem querida e amada, que surge no reflexo, não possui mais
equivalência no mundo real e objetivo.
O narcisista ao extremo, definha-se e
morre diante do espelho que mostra toda a feiura de sua alma. Nos tempos
modernos a boa imprensa é o espelho que há, para fazer refletir diante de todos
e de cada um quem é quem. Por isso, Narciso odeia e acha feio tudo que espelha
seu verdadeiro Ser”.
O Ex. juiz
se encontra hoje se desnudando diante do espelho da vaza-jato e se definhando política
e socialmente a cada dia, se matem preso, antes pela toga, hoje no cargo de
Ministro de um governo apoiado por milicianos. ComoNarciso se manteve preso ao espelho d´agua
até a morte, o Ex. juiz está preso em sí mesmo, condenado por sua consciência e
impedido de circular pelo mundo dos cidadãos livres. Está em prisão perpetua,
preso para sempre à cargos e proteção de Governos autoritários ou de forças
armadas. Lula, sujeito de seu amor e ódio, é um Ser livre por natureza, anda
pelo mundo de mãos dadas à Deusa Têmis, Deusa da Justiça, mãe de Nêmesis, divindade
que vingou-se de Narciso deixando-o definhar-se só, preso em sua própria imagem
que não passa de uma miragem.
&&&
(¹) Foto Livro Freud.
(²) Embora este texto com estas avaliações, tenha sido escrito originalmente em 2017, precisamente em (25/07/2017 as 12:38), Todas estas características descritas neste trechosão agora (2019) fartamente comprovadas pela provas da matéria do THE INTERCEPT nas matérias da vaza a jato.